O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, voltou a destacar, nesta quinta-feira (18), a necessidade de uma política industrial de Estado para o processo contínuo de crescimento e inovação do setor produtivo.
“Nós nos preocupamos com o futuro da indústria. Temos, atualmente, a Nova Indústria Brasil (NIB), que não é perfeita, mas tem sido essencial. E é imprescindível que essa política industrial seja um projeto de Estado para o desenvolvimento econômico do nosso país e para prevenirmos o retrocesso no setor produtivo”, afirmou.
A declaração foi feita durante a reunião do Fórum Nacional da Indústria (FNI), órgão consultivo da CNI, em São Paulo (SP).
O presidente da CNI também expressou preocupação com a tendência do déficit fiscal e os atuais desafios da defesa comercial. Ele criticou o fim do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 e afirmou que permitir a entrada de produtos estrangeiros sem essa taxação é financiar a indústria de países como a China.
“É impossível hoje competir com a China. Ela tem três fatores exclusivos que funcionam: tecnologia própria, alta produtividade e escala, junto com eficiência. E como enfrentamos isso? Com política de desenvolvimento industrial mais competitiva, que valorize a cadeia de produção brasileira”, reforçou.
O FNI também contou a presença do pré-candidato à Presidência da República para as eleições 2026, Ronaldo Caiado. Ele recebeu as reivindicações das lideranças industriais e destacou os impactos do Custo Brasil para o setor produtivo. A reunião do FNI também contou com a presença do diretor de economia da CNI, Mario Sergio Telles; o conselheiro emérito da CNI, Armando Monteiro Neto; e os presidentes das Federações das Indústrias dos Estados de Goiás (FIEG), André Luiz Baptista, e do Distrito Federal (FIBRA), Jamal Jorge Bittar.
Sobre o FNI
O Fórum Nacional da Indústria é um órgão consultivo da nossa diretoria para alinhar, definir e indicar prioridades, além de orientar a ação de influência da indústria nacional.
O órgão apoia a formulação de estratégias sobre matérias de interesse da indústria e da economia brasileira, a partir da observação de premissas como: transversalidade dos temas; impacto no Brasil e na indústria; contexto interno e externo; visão de curto e longo prazo, além de engajamento e participação.


