Em janeiro de 2027, a reforma tributária chega à nota fiscal das empresas. A CBS entra em alíquota cheia, o PIS e a COFINS desaparecem, e começam sete anos de convivência entre dois sistemas.
Para as fundições, cujas vendas quase sempre se direcionam a outras empresas, esse não é um tema para ser deixado somente com o departamento fiscal.
Nesse sentido, a ABIFA está trazendo essa discussão para as Associadas com antecedência e, na próxima Reunião Plenária da entidade, o tópico será apresentado pelo Prof. Dr. Haroldo da Silva, presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP).
Segundo o economista, três principais mudanças evidenciam por quê esse assunto deve ganhar atenção:
1) A mesma nota terá tributos por dentro e por fora.
O ICMS continua embutido no preço; a CBS e o IBS passam a ser somados sobre ele. São dois cálculos diferentes convivendo no mesmo documento, com um divisor de preço que muda a cada ano.
2) O cliente vai comparar custo líquido, e não preço.
Montadoras e fabricantes de máquinas vão descontar os créditos que cada fornecedor transfere. Quem vende mais caro na nota pode sair mais barato no fim da conta.
3) Contratos longos, energia, investimentos e créditos acumulados de ICMS* passam a ser tratados de outra forma, e alguns desses temas já têm prazo correndo.
Em sua fala, Haroldo destaca: “Para as empresas do Simples Nacional, o prazo mais urgente vence na semana que vem, e pela primeira vez, é possível optar pelo Simples ‘híbrido’, que transfere crédito integral ao cliente, algo que pode fazer diferença para quem vende à indústria”. Essa opção termina em 30 de setembro, e por isso, “quem não fizer nada fica automaticamente no Simples ‘puro’, que transfere crédito reduzido. A próxima chance só vem em março de 2027*, com efeito a partir de julho.
Próxima plenária
Na próxima Reunião Plenária da ABIFA, dia 24/09, às 14h00, o professor Haroldo Silva realizará uma apresentação de 15 minutos sobre o tema, visando trazer às Associadas um panorama a respeito do tema. “Estes quinze minutos não vão esgotar o assunto, nem pretendem. O objetivo é mostrar por que eles não podem esperar e que decisões importantes devem ser tomadas agora”, alerta.


